Cleitinho esperneou, prometeu reverter a posição do Republicanos, mas ao final acabou, em lágrimas, admitindo que não forçaria uma candidatura ao governo de Minas Gerais. O anúncio pavimenta a candidatura de Marcelo Aro (PP) ao Executivo com a mesma coligação que estaria apoiando o senador (arregimentando PP, União, Republicanos e o PL de Nikolas Ferreira).
A saída definitiva de Cleitinho não necessariamente prejudica o palanque de Flávio Bolsonaro no Estado. O parlamentar é visto como politicamente instável, provavelmente não sairia em defesa do filho de Jair Bolsonaro em caso de denúncia impactante e não é um bolsonarista raiz.
Cleitinho vinha liderando a corrida estadual, mas as mesmas pesquisas apontam que Aro aparece entre os três primeiros colocados, ou seja, é um candidato competitivo. Minas é um Estado com forte antipetismo e com tendência a ampliar a bancada da direita no Congresso.
A confirmação da candidatura de Aro põe fim ao problema de palanque de Flávio e ajuda a esvaziar a rede de apoio do atual governador Matheus Simões (PSD), que foi uma aposta de Gilberto Kassab.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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