Na onda da confiança de que Flávio Bolsonaro será o próximo presidente da República, aliados já discutem qual será o caminho viável para libertar Jair Bolsonaro. Essa será a prioridade depois do dia 25.
No Congresso, os bolsonaristas podem se articular para aprovar um projeto de anistia amplo. Via STF, a expectativa é que o plenário julgue a revisão criminal (até agora solicitada só por Bolsonaro e Anderson Torres). A segunda vertente é a grande aposta para cumprir a promessa de Flávio de subir a rampa do Palácio do Planalto e receber a faixa presidencial do pai. Não está fora do radar, no entanto, a possibilidade de concessão antecipada de liberdade a Bolsonaro via decisão liminar de Kassio Nunes Marques (embora juristas afirmem que a medida não seria usual).
Há, contudo, uma alternativa paralela dentro da Corte: o julgamento das ações que questionam a Lei da Dosimetria (proposta aprovada pelo Congresso que prevê a redução das penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado). Analisar a dosimetria após as eleições tenderia a ser menos conflituoso no STF porque a lei não trata de anistia ampla. Porém, ainda não há o aval de Alexandre de Moraes sobre livrar Bolsonaro.
Nos bastidores, o foco é construir um acordo antes do segundo turno das eleições, preservando a pele de todos (inclusive de Moraes) e acabando com o clima de animosidade entre as partes. A ponte é o ministro Gilmar Mendes, o mesmo que – segundo fonte que participa das tratativas – está empenhado junto com o presidente do PT, Edinho Silva, para convencer Lula a indicar agora Rodrigo Pacheco ao STF.
Ainda de acordo com a fonte, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, teria se oferecido como “nome de consenso” para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mas ele teria ouvido dos articuladores que seu nome não passaria no Senado.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Pablo Porciuncula, AFP

