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A arte de discutir cargos e evitar o “já ganhou”

A campanha de Flávio Bolsonaro adota o tom de humildade ao não negar o risco de uma virada nas urnas em favor de Lula, mas considera difícil o petista superar o senador no duelo final das urnas. A orientação é “não subir no salto alto”. “Temos 16 dias para trabalhar intensamente”, resumiu um aliado.
No entanto, está aberta a temporada de discussão sobre os ministeriáveis de Flávio. Há nomes com vagas garantidas no desenho ministerial do candidato, como Daniela Marques. Sem traquejo político, tudo indica que a aliada ocupará um ministério ligado à área social.
Coordenador da campanha, Rogério Marinho será ministro da Casa Civil ou disputará a presidência do Senado, a depender da composição política que se dará após o segundo turno (o que inclui a negociação com a senadora Tereza Cristina, aliada com perfil para os dois postos).
O Ministério da Agricultura ficará com a Frente Parlamentar da Agropecuária e, por ser presidente da FPA, o nome do deputado Pedro Lupion é mencionado.
O amplo apoio do Centrão, obviamente, inclui a participação dos partidos na Esplanada. Algumas figuras ilustres começam a se colocar como opções, entre eles Ricardo Barros e Dr. Luizinho na Saúde – área que já foi oferecida a Cláudio Lottenberg (ex-Hospital Albert Einstein). Flávio gravou peça de campanha prometendo “padrão Einstein” no SUS.
O deputado Eduardo Pazuello é outro que vem se apresentando como “cotado” para presidir a Petrobras, mas o setor rechaça seu nome.
Até o momento, Ciro Nogueira (que ficará sem mandato) e Marcos Pereira (que poderia ser indicado ao STF), presidentes do PP e Republicanos, respectivamente, não aparecem no rol de ministeriáveis.
Adolfo Sachsida, ex-ministro do MME de Jair Bolsonaro, hoje coordenador de Economia de Flávio, tende a seguir em algum posto da equipe econômica se o filho 01 for eleito.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Pedro França/Agência Senado

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