O MME terá de levar para aprovação do CMSE a redução do critério de segurança das linhas de transmissão, se quiser colocar de pé uma solução para reduzir o curtailment.
Caso o ONS queira aproveitar parte da energia do curtailment para atendimento da ponta de carga, poupando água nos reservatórios para o período seco, será necessário maior capacidade de transmissão, o que só será possível de imediato reduzindo o critério de segurança.
A medida pode ser positiva para poupar água e ainda remunerar os geradores eólicos, mas traz riscos de apagão, como o que ocorreu em 15 de agosto de 2023, quando uma grande quantidade de energia eólica entrou no sistema e causou desligamentos na transmissão. Trata-se de um movimento “arriscado”, conforme apurou o BAF.
Outro problema desse movimento é que a decisão por redução do critério de segurança se faz em substituição a uma regulamentação profunda sobre armazenamento de energia, que além de trazer as baterias ao cenário trata também de como considerar as linhas de transmissão no cenário de armazenamento, sendo remuneradas por sua disponibilidade.
Equipe BAF – Direto de São Paulo
Foto: Reprodução
