Desde a notícia de que a Abin teria acessado informações sigilosas de autoridades do governo paraguaio relacionadas à negociação de tarifas da usina hidrelétrica de Itaipu, o país vizinho adotou medidas esperadas na diplomacia: chamou o embaixador brasileiro para pedir explicações e anunciou que suspendeu as negociações do anexo C do Tratado de Itaipu. Essas medidas, no entanto, não devem ter grandes consequências.
O anexo C garantiu um aumento da tarifa brasileira, que passou de US$ 16,71 por quilowatt, para US$ 19,28. A medida entra em vigor em 30 de maio e é de interesse do Paraguai.
O país pode tentar pressionar o Brasil a aumentar ainda mais o valor, mas, por ora, isso não está nos planos brasileiros. Ao ameaçar o Brasil, o Paraguai fala para seus cidadãos e tenta passar a imagem que pode enfrentar o vizinho gigante – mais ou menos, guardadas as proporções, a posição brasileira frente as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Lamenta, esbraveja, critica, mas a reação efetiva é pouca.
Equipe BAF – Direto Brasília
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