Representantes da indústria de refrigeração estão pressionando há semanas o presidente da Câmara, Arthur Lira, para que seja pautado no plenário a ratificação da Emenda Kigali, um adendo de 2016 ao Protocolo de Montreal que permitirá a quem fabrica ar-condicionado, ventiladores e geladeiras o acesso a US$ 100 milhões de um fundo multilateral. Ambientalistas e fabricantes acreditam que a aprovação pelo Congresso pode ajudar o Brasil a sinalizar que há compromisso com o meio ambiente às vésperas da Cúpula do Clima. A ratificação está em regime de urgência e não enfrenta resistência das bancadas, mas a bancada ambientalista acredita que só nas próximas semanas o tema poderá entrar em votação. A pressão da indústria se deve não só para que o Brasil tenha acesso a esses recursos e possa produzir equipamentos mais eficientes e menos poluentes, mas para mostrar que o setor quer um protagonismo nesta agenda no momento em que as discussões estão concentradas no desmatamento. Coordenador da Frente Ambientalista do Congresso, o deputado Rodrigo Agostinho (PSB/SP) afirma que a ratificação da Emenda pode movimentar R$ 57 bilhões na economia brasileira, além de ajudar na economia de energia.
Daiene Cardoso – Direto de Brasília
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