Com o adiamento do calendário eleitoral de 2020, os parlamentares também desaceleraram as articulações para a formação dos palanques regionais. Em situações normais, o Congresso já estaria reduzindo o ritmo para privilegiar as campanhas municipais. Parlamentares que disputarão capitais disseram ao BAF que neste momento estão em discussões iniciais e acreditam que a partir de agosto ou setembro vão estar mais comprometidos com suas campanhas, ainda que a tendência seja de ações majoritariamente por redes sociais. “É nessa hora que o Congresso deve esvaziar”, previu o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos/MG), pré-candidato à Prefeitura de BH. Isso significa que Câmara e Senado, que não terão recesso de meio de ano, manterão sua agenda normal de votações pelas próximas semanas. Ciente do envolvimento intenso dos parlamentares nas campanhas, gestões anteriores no Congresso criavam a “semana do esforço concentrado”, que obrigava os parlamentares a ficar uma semana inteira em Brasília, uma vez por mês, para votar projetos. Assim como no Senado, Rodrigo Maia ainda não definiu o esquema de votações nos meses próximos às eleições, mas antes precisa tomar outra decisão: quando e como serão retomadas as sessões presenciais. Há pressão para que os trabalhos voltem o mais rápido possível.

Daiene Cardoso – Direto de Brasília

Share on whatsapp Share on facebook Share on twitter Share on linkedin

Copyright ©2020 Todos os direitos

Close