A indicação de Bia Kicis (PSL/DF) para a presidência da CCJ coroa um acordo de pacificação interno no PSL, mas tem tudo para trazer tensão à comissão mais importante da Câmara. De perfil distinto de Felipe Francischini (PSL/PR), que surpreendeu pela habilidade política e polidez, a deputada faz parte da “tropa de choque” do bolsonarismo e tem uma postura de confronto com a oposição. No ano passado, havia uma articulação para tirar a CCJ do PSL e dar ao Republicanos, mas como o colegiado sequer foi instalado por causa da pandemia e agora imperam novos acordos para eleição da presidência da Casa, o partido ganhou o direito de permanecer na comissão. Bia Kicis já reivindicava a vaga desde o início da legislatura, quando Francischini foi escolhido. Há quem veja a indicação da parlamentar como “uma tragédia” e avalia que a oposição vai aproveitar o perfil beligerante de Kicis para “causar confusão”. Se a CCJ virar uma versão da Comissão de Direitos Humanos sob o comando de Marco Feliciano em 2013, pautas importantes poderão sofrer atraso na tramitação por causa dos embates nas sessões. 

Daiene Cardoso – Direto de Brasília

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