A posse de Joe Biden na presidência dos Estados Unidos e a série de caneladas desferidas por filhos, ministros e por ele próprio contra países como a China, França, Noruega, Alemanha e a Argentina, por exemplo, deixam o presidente Bolsonaro cada vez mais isolado no cenário internacional. O governo optou por seguir a agenda de Trump e sua ideologia mais radical, e agora, com ele fora do poder, fica sem uma bússola. Diplomacia é uma atividade que se constrói com gestos e a longo prazo, além de aliados estratégicos. Para reconquistar seu lugar no mundo, o Brasil precisará mudar sua agenda e seus conceitos. Do contrário, continuaremos orgulhosos de ser párias no mundo, para felicidade do chanceler Ernesto Araújo.