É verdade que um acordo ruim é melhor que nenhum acordo, e o que foi feito para a sanção do Orçamento 2021, com a aprovação ato contínuo do PLN 2, que mexe na LDO, pode ter sido tudo, menos um bom acordo. Para acomodar o apetite por emendas em ano pré-eleitoral com a necessidade de sanção de uma peça orçamentária que ao menos passasse pelo escrutínio do TCU, o que deve ser entregue é um monstrengo que não deve deixar com sono tranquilo quem se preocupa com as contas públicas. A imagem de austeridade de Paulo Guedes é, hoje, mais um artifício publicitário do ministro do que um fato. Em um Congresso cujos humores podem ser determinados pelos resultados da CPI da Covid, pela contagem de cadáveres da pandemia, pelo desemprego e inflação crescente ainda e pela volta ao jogo de Lula, começa a ficar difícil apostar em reformas que possam ao menos compensar um pouco os indícios de abertura da torneira dos gastos ou, especialmente se elas forem sair, a qual preço será.

Mário Sérgio Lima – Direto de Brasília

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